Produção de papelão no Brasil cai e acende alerta para crise econômica
Queda foi de 5,69% em maio, na comparação com o mesmo mês de 2014.
Freio no setor pode indicar que indústria está embalando menos produtos.
As dificuldades da indústria podem ser vistas no volume dos estoques encalhados, por exemplo. Mas alguns setores da economia costumam dar sinais do que vai acontecer lá adiante com meses de antecedência. Por exemplo, as fábricas de papelão.
A economia é como uma engrenagem: cada peça gira conforme o ritmo da outra. Igual a máquina de fazer papel da fábrica de Sergio. E ele está produzindo 15% a menos desde fevereiro, porque os clientes que usam o papelão para embalar e proteger móveis estão comprando menos.
“Vendendo menos, com custo muito maior. A gente absorve prejuízo, levando em conta que lá na frente a gente vai conseguir restabelecer”, diz o diretor financeiro Sergio Froguel.
É por isso que os economistas dizem que a produção de papelão, assim como a venda de energia elétrica, é um dos termômetros da economia, que mede não a temperatura, mas a crise.
“Vendendo menos, com custo muito maior. A gente absorve prejuízo, levando em conta que lá na frente a gente vai conseguir restabelecer”, diz o diretor financeiro Sergio Froguel.
É por isso que os economistas dizem que a produção de papelão, assim como a venda de energia elétrica, é um dos termômetros da economia, que mede não a temperatura, mas a crise.
Você dificilmente vai a uma loja comprar uma caixa, mas é dentro delas que vem a maioria dos produtos que a gente consome, como sapatos, produtos de limpeza, até a pizza que a gente pede em casa. E, se os comerciantes estão vendendo menos, os fabricantes produzindo menos, quem é que vai precisar de tantas caixas? A indústria de embalagens está vendo o número de pedidos diminuir muito.
“E, se isto acontece, é porque lá no varejo, na vida de cada família, o consumo está diminuindo”, explica o economista José Pio Martins.
“E, se isto acontece, é porque lá no varejo, na vida de cada família, o consumo está diminuindo”, explica o economista José Pio Martins.
A queda de todas as fábricas de papelão do Brasil foi de 5,69% em maio, em relação ao mesmo mês do ano passado. São 16 mil toneladas a menos.
“Tem a ver com as expectativas, empresas um pouco mais estocadas e expectativas de um ano ruim, e também eu acho o impacto direto das medidas econômicas, da massa salarial menor em função de desemprego maior e também da inflação”, aponta o diretor da Associação Brasileira de Papelão Ondulado, Sergio Ribas.
A saída é cortar custos, como já fez o Sergio na pequena fábrica de papelão. As máquinas são desligadas três horas por dia e ele está antecipando as férias dos funcionários. Para Daniel, que produz caixas e fornece principalmente para montadoras de automóveis, a solução foi conquistar novos clientes. Mas a produção já caiu 10%. “Pior do que está não vai ficar. As coisas tendem a melhorar”, diz Daniel Leiner.
Otimista, ele não cancelou os planos de expansão da fábrica, e vai instalar a máquina nova, que já comprou. A esperança é embalar os nossos presentes de Natal.
“Tem a ver com as expectativas, empresas um pouco mais estocadas e expectativas de um ano ruim, e também eu acho o impacto direto das medidas econômicas, da massa salarial menor em função de desemprego maior e também da inflação”, aponta o diretor da Associação Brasileira de Papelão Ondulado, Sergio Ribas.
A saída é cortar custos, como já fez o Sergio na pequena fábrica de papelão. As máquinas são desligadas três horas por dia e ele está antecipando as férias dos funcionários. Para Daniel, que produz caixas e fornece principalmente para montadoras de automóveis, a solução foi conquistar novos clientes. Mas a produção já caiu 10%. “Pior do que está não vai ficar. As coisas tendem a melhorar”, diz Daniel Leiner.
Otimista, ele não cancelou os planos de expansão da fábrica, e vai instalar a máquina nova, que já comprou. A esperança é embalar os nossos presentes de Natal.
Do Jornal Nacional

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